Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

|Speed Racer|

Emocionante. Família, união, esperança, justiça, amor, emoção, drama, ação, ganância, trapassas e leite. Esses são os ingredientes da filmagem feita pelos irmãos Wachowski (Matrix) para Speed Racer (Emilie Hirst - Show de Vizinha). A filmagem da história de Speed no Mach 5 cor de prata enche os olhos de tanta cor. Chega a ser psicodélico.

Toda a histório dos desenhos está no filme. Tem a Trixie (Chistina Ricci - Monster, Gasprzinho, A Lenda do Cavalheiro Sem Cabeça) , inseparável namorada de Speed e o enigmático Corredor X (Mathew Fox - Lost) que na verdade é Rex Racer, o irmão disfarçado de Speed, e é claro que ficamos torcendo para que Speed descubra que o misterioso piloto é na verdade o seu irmão. É válido registrar que a mãe de Speed é vivida pela Oscarizada Susan Sarandon (Encantada e Thelma e Louise). O Gorducho e o macaco fizeram um ótima dupla. aliás, o macaco é de verdade, apesar das reclamações do PETA.

As corridas são pura adrenalina, impossível não torcer por Speed. Os carros detem acessórios que os fazem pular, dar cambalhotas e fugir dos mais diversos truques pregados pelos corredores trapaceiros. Tem até um carro patrocinado pela Petrobrás.

O filme critica as grandes coorporações, responsáveis pelas maldades do mundo, incluindo aí a manipulação de resultados de corrida e a destruição de famílias por dinheiro. Uma bonita mensagem de que um outro mundo é possíve, bastando fazer a sua parte para começar a mudar.
A comemoração de Speed com leite no final das corridas é no mínimo ilária.

Chegou a ser esquisito o momento em que saí da sala de cinema e liguei o rádio. Estava tocando a música Go, Speed Racer, Go! da banda Sponge, que é da trilha do filme e seguiu-se com Match 5, sucesso de um tempinho atrás da banda Presidents of U.S.A.. O clima do filme continuou um pouquinho mais pra mim graças a Ipanema.

Recomendo o filme. Go, Speed Racer, Go!
Antes do fim:

Speed Racer - Herbert Vianna


Cada dia que passa
É mais um dia que passa
Pra onde o destino me leva, eu não sei
Eu ando pela cidade, Speed Racer
Pela cidade, um Mach 5 cor de prata em alta velocidade
Em alta velocidade
De dentro do meu carro, eu vejo a chuva, o sol, o vento
E as nuvens dando voltas na Lagoa eu penso
A vida nem sempre é boa
A vida nem sempre é boa
Até por ruas mais estreitas ou por grandes avenidas
Cruzando viadutos e túneis
Passam-se dias e noites
Passam-se dias e noites
rasgando o espaço, eu sinto o sol
Batendo em minha cara
Eu tenho a força, eu sou veloz
No mach 5 em alta velocidade
Em alta velocidade
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

|Pornografia Musical|

Falam e reclamam das músicas em ritmo de funk. Mas tem alguns heróis da MPB com umas músicas com triplo sentido. Só porque não tem dancinha pornô ninguém reclama.

O Djavam é um frustrado. Não teve jeito de a guria querer dar pra ele. Também pudera, querendo o Dragão do São Jorge emprestado... Que argmento fraquinho esse do Djavan.

SE
Composição: Djavan
Você disse
Que não sabe "se não"
Mas também
Não tem certeza que "sim"...

Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe
Que eu só penso em você
Você diz
Que vive pensando em mim...

Pode ser
Se é assim
Você tem que largar
A mão do "não"
Soltar essa louca
Arder de paixão
Não há como doer
Prá decidir
Só dizer "sim" ou "não"
Mas você adora um "se"...

Eu levo a sério
Mas você disfarça
Você me diz à beça
E eu nessa de horror
E me remete ao frio
Que vem lá do sul
Insiste em "zero" a "zero"
Eu quero "um" a "um"...

Sei lá, o que te dá
Não quer meu calor
São Jorge, por favor
Me empresta o dragão
Dragão!
Mais fácil aprender
Japonês em braile
Do que você decidir
Se dá ou não...
Já o Sr. Nando Reis é um prevertido. Se o Djavan tivesse a atitudo do Nando teria tido sucesso. A letra abaixo é uma das mais bizarras que já vi. É sexo explícito.

MONÓICO
Composição: Nando Reis
Aparte aquilo que a gente quer
Eu sou um homem, você é uma mulher
Se estou com fome você me traz uma colher
E eu me alimento

Mas na verdade isso tanto faz
Sou só metade se você é meu par
Eu só queria com você me casar
E você me completa

Eu sou um antúrio, você é um ibísco
Eu quero tudo e sempre tudo coloco em risco
E num mergulho eu acho que sou seu marido
E eu me afogo

Sinto seu dedo mas não vejo a sua mão
Não sinto medo quando estou deitado olhando pro chão
E o meu relevo ofereço pra sua visão
E você me afaga

Quero que sua lingua lamba o meu corpo nú
E que o meu sexo te dê todo o céu azul
Nas suas pernas se encrava o tesouro do meu baú
E eu te abuso

Me dê seu leite como meu licor
Me dê seus peitos cheios de amor
Me dê um beijo sem nenhum pudor
E você me penetra

Raspe meu sal como um animal
Use sua boca me faça seu fio dental
Solte meu cinto, dou seu guia e farol
E eu te ilumino

Diga seu nome que eu revelo minha identidade
Mate minha fome que eu farei tuas vontades
Uma esfinge cercada por três piramides
E Você me enterra

Sou sua sombra, seu espelho, sua ilusão
Você é meu leito, minha onda, minha missão
Não temos tempo precisamos de solução
E quem é que espera?

Temos dois lados, pois temos frente e verso
Me queira inteiro assim te imploro e peço
Sou mais que o avesso sou seu fogo seu forro seu ferro
E eu te engulo

Eu sou um homem você é uma mulher
Você me come porque eu quero ser sua mulher
E eu quero o homem que come essa mulher
Será que você me entende?

E finalmente restaremos só osso e pó
Sejamos homens, mulheres, qualquer um de nós
E Fatalmente terminaremos sós
Mas você: a quem pertence?

Você pertence à você.


Vai dizer que as letras de funk não são ingênuas?

Antes do fim:

Não confundir Capitão de fragata com cafetão de gravata.
Não confundir espingarda de caçar rolinhas com espinafre de caçarolinha.
Não confundir a banda dos fuzileiros com a bunda do funileiro.
Não confundir Pato a Tucupi com entupir o cu do pato.
Não confundir a grande obra do mestre Picasso com grande picasso do mestre-de-obras.
Não confundir a boba da Celeste com abóbada celeste.
Não confundir idiossincrasia com índio sem camisinha.
Não confundir crepúsculo com opúsculo.
Não confundir hóstia de missa com bosta de pica.
Não confundir o livro de história de Rocha Pombo com a história da pomba da Marta Rocha.

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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

|23 de Abril|

Dia de São Jorge
Dia do Escoteiro
Dia que quase não acaba...
Dia 23 de abril, aproximadamente 22 horas. Estou retornando de um evento na Sede Regional da União dos Escoteiros em um ônibus modelo executivo da Empresa Viamão. Estou acompanhado de outro colega que também estava no evento em homenagem aos Escoteiros.

Logo após o ônibus sair do terminal eu escutei um barulho ensurdecedor. Um barulho que eu nunca tinha escutado antes, pelo menos tão próximo. Em seguida senti uma certa ardência nas narinas. Era cheiro de pólvora.

O motorista parou o ônibus e foi verificar. A pessoa que estava no local do barulho disse que o celular havia estourado. Seguiu-se viagem.

Já bem próximo de casa, o ônibus desviou para dentro de um posto policial. Imediatamente entraram dois policiais e foram direto abordar o rapaz que estava no local do estouro. Junto ao rapaz, encontraram um auto-rádio com CD, uma elevada quantia em dinheiro, carteiras com documentos, diversas chaves de carros e uma arma calibre .38.

Desce todo mundo do ônibus. Sobe todo mundo no ônibus. Sobem policiais no ônibus. Será necessário localizar a bala disparada no ônibus. Sim, foi um tiro. O ônibus terá que ir para a perícia. Todo mundo vai ter que descer do ônibus novamente.

Desci do ônibus. Queria ir para casa. Estava bem próximo, faltava apenas 1 kilômetro até a minha residência.

Depois de falar com o motorista, teria que pedir autorização de um policial para ir embora. Lá fui eu explicar para o policial que morava perto que não gostaria de aguardar outro ônibus e poderia ir para casa caminhando mesmo. Foi quando ocorreu o seguinte diálogo:
Policial: Tu não é de um Grupo Escoteiro?
Eu: Sim! Sou do Grupo Escoteiro da parada 44, ao lado da Escola Orieta.
Policial: Eu me recordo de ti. Acho que tu já participou de alguma atividade que eu estava.
Eu: Legal...
Policial: Aguarda um pouquinho...

Aguardei menos de um minuto. Imaginei que o policial ia querer pegar meus dados antes de me liberar. Quando veio a surpresa. O policial pegou o próprio carro para me levar em casa. Deixou-me na porta de casa em completa segurança. Ele também já foi de um Grupo Escoteiro. No dia do Escoteiro um Escoteiro me ajudou.

Antes do fim:
Tal como São Jorge, assim devem agir os escoteiros: em face de uma dificuldade ou perigo, não lhe voltem as costas, nem se deixem intimidar. Enfrentam-nos com determinação e energia até os vencerem, isto embora eles lhes tenham parecido enormes e tenebrosos, ante os poucos meios com que contam para lhes fazer face. Eis a atitude dos Escoteiros sempre que seja necessário correr em defesa do Bem, da Justiça e de quem careça de proteção.
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

|4|

Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra, nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer

Temos que encarar a responsa

Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre mas a vida não é só como eu espero

Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você

Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o seu amor é meu
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o meu amor é seu

Eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado, uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado, você me traz paz

Armadilhas do tempo são como o vento, levando as folhas para lugares distantes,
O meu pensamento é o mesmo que o seu,
Mas hoje o meu coração bate mais forte que antes

Certa vez na história,
eu vim de muito longe só pra ver você,
Fui pra muito longe pra encontrar você,
Eu te entreguei minha alma

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

|Titãs e Paralamas|


Fui assistir ao Show conjunto de Titãs e Paralamas. Os "vovôs" do rock nacional. Faz tempo que as duas bandas não fazem mais as músicas que me conquistaram. Eram músicas com mais atitude, com mais conteúdo, com mais rock. Hoje, Titãs não faz mais nada. desde o Acustivo MTV nada de bacana acontece. Parece que perderam a fórmula.

Os Paralamas perderam a fórmula a mais tempo ainda. Mas desde que o Herbert caiu de avião e parou de andar a coisa piorou. Eu fui em um show dos Paralamas em 1998 no Gigantinho e o show era outro. O Herbert tinha uma presença de palco impressionante. Passaram-se dez anos, nem eu ternho mais presença de palco.

O show no Pepsi on Stage desta última sexta, foi um grande revival dos sucessos das duas bandas. Tocaram tudo o que precisava cantar, trocaram músicas, tocaram músicas juntos, tocaram músicas separados. As participações de Fito Paez (o mais aclamado pela platéia) em Go Back e Trac-trac, Andreas Kisser que deixou mais selvagem as músicas Selvagem e Polícia e Arnaldo Antunes (como faz falta) engrandecendo Comida e Lugar Nenhum foram ótimas. Destaque especial para o solo das duas baterias em Cabeça Dinossauro e os solos de guitarra. Duas baterias e quatro guitarras não pra qualquer um. No final, parecia mais uma Jam session.

O ponto negativo ficou por conta da acústica do lugar, que nada mais é do que um depósito enfeitado. Além é claro do atraso de 40 minutos para o show iniciar.

Antes do fim.
Eu me lembro exatamente do momento em que comecei a gostar de cada uma das bandas. Minha preferência por Paralamas começou a se formar no meio da areia da praia da Pinheira em Santa Catarina. A música era Alagados. O ano eu acho que era 1988. O gosto por Titãs surgiu através do meu pai, que comprou a fita K7 Cabeça Dinossauro e colocava a música Bichos Escrotos a todo volume para incomodar um vizinho com a parte do "vai te fuder" que lá em 1986 ou 87 ou 88 era proibida e entrava um piiiii!!! no lugar.
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

|236|

Hoje é aniversário de Porto Alegre. Cidade onde vivo minha vida apesar de nela não morar. Cidade que acompanho o crescimento. Cidade que acompanha meu crescimento. Porto Alegre dos cinemas. Porto Alegre da Redenção. Porto Alegre do Julinho. Porto Alegre do Laçador. Porto Alegre das árvores. Porto Alegre do Gazômetro e do Pôr-do-sol do Guaíba. Porto Alegre do ônibus de dois andares. Porto Alegre do Cavanhas. Porto Alegre dos Shows no Pôr-do-sol. Porto Alegre da rádio Ipanema. Porto Alegre da Rua da Praia. Porto Alegre do Centro. Porto Alegre do Opinião. Porto Alegre da Lima e Silva. Porto Alegre do Theatro São Pedro. Porto Alegre da sorveteria Jóia. Porto Alegre do Brique. Porto Alegre do Cais do Porto. Porto Alegre da Bicicleta. Porto Alegre do calçadão de Ipanema. Porto Alegre, meu Porto Alegre.

NAS RUAS DE PORTO ALEGRE
Porto Alegre, tuas ruas tem infinitas histórias
E em todas suas rotas, vejo o poeta e a poesia
O escrito e o escrevente, descrito nesta memória
Como o revoar das pombas, das torres da reitoria...
~
Quem me dera, seu eu fosse um filho de Veríssimo
Ou um neto de Quintana, bem que eu poderia ser
Para dar-te Porto Alegre, um verso muito ilustríssimo
E neles ilustrados as suas ruas, em seu lindo amanhecer...
~
Eu bem que poderia ser mais um ipê da Redenção
E num domingo de Bric, desfolhar-me na Bonifácio
Anunciando o outono, no final de mais um verão
Enfeitando de flores, as linhas deste meu prefácio...
~
E de lá iria com o vento, ou quem sabe ele eu seria
E assim eu correria pelo Guaíba, do Gasômetro à Ipanema
E assim atravessaria os morros da Glória até a Serraria
E em Porto Alegre eu me esparramaria, como um simples poema...
~
E minhas palavras chegariam até Moinhos de Vento
E passeariam pela Goethe até findar-se na Mariante
E esboçariam em palavras, este meu grande sentimento
Depositadas em rimas, como uma flor lapidada em diamante...
~
Porto Alegre, quem me dera sê suas ruas falassem
E no adentrar da noite, suas histórias pudesse me contar
Falaria-me dos passos na madrugada, como se cantassem
As Pegadas de Bebeto Alves, nas ondas sonoras soltas no ar...
~
Há em mim um pouco do Menino Deus, andando pela Getúlio
A também um pouco do Punk, desfilando pela Osvaldo
Há todo aquele frio do vento na Andradas nas manhas de julho
E o caminho da Farrapos, do centro até São Geraldo...
~
Porto Alegre, lá me vou pela Borges seguindo ao Beira-Rio
Ou quem sabe pela Azenha, até o Olímpico Monumental
O vermelho e o azul, equilibrando-se ao teu meio-fio
Em nestas suas sendas, a história de um outro Gre-Nal...
~
Nas tuas esquinas, meninos vendem o Correio e a Zero Hora
Trazem as notícias do que foi ontem, mas não prevêem o futuro
Ah, Porto Alegre, os meus passos eu firmo em ti agora
E observo na Mauá, o detalhe de um artista pintado no muro...
~
Ah, Porto Alegre, em tuas ruas um povo que luta e protesta
Os caras pintadas, colonos sem terra, professores e suas sinetas
Também há comemoração, tri-legal tuas ruas sempre abertas
Magia simples, casas antigas, venezianas nas venetas...
~
Porto Alegre, quem me dera morrer, e assim virar poeira
Esparramando-me pelas solas dos sapatos, nas noites sem lua
Assim estaria nos seus caminhos planos, até em suas ladeiras
E me eternizaria feliz, nos ladrilhos de suas ruas ...
MARCO RAMOS

Terça-feira, 18 de Março de 2008

|CQC|


Sempre fui fã do Marcelo Taz, desde os tempos em que ele apresentava o Vitrine na Tv Cultura.

Ontem estreou na Band um novo programa “cômico-jornalistico” na Band chamado Com Qualquer Custo, ou simplesmente CQC. Achei muito interessante e inovador. Apesar de por vezes ser parecido com algumas coisas que já vimos. Eles se parecem um pouco com o Pânico, fazem perguntas pertinentes e incomodam os entrevistados , porém, sem cair no besteirol. Eles se parecem com um antigo quadro que o Alexandre Garcia tinha no Fantástico dos bastidores da política, porém mais ácidos. Eles se parecem com o Casseta e Planeta sob o aspecto de ser uma grande equipe de engraçados porém, sem cair na malha fina da Globo. É inovador por misturar tudo isso e ficar legal. É inovador porque é um formato que já existe há bastante tempo na Argentina e os outros é que copiaram deles.

Destaque para o repórter Rafinha Bastos, gaúcho, que fez uma reportagem sobre a poluição nas águas de São Paulo. Ele foi procurar uma solução e mostrou como é difícil conseguir falar com uma autoridade. Depois de várias tentativas, conseguir falar com alguém, derrubou água de esgoto na mesa do importante, colocou um vaso sanitário na recepção do lugar, abaixou as calças e sentou ali e raptou uma planta, que prometeu devolver assim que o problema estivesse resolvido.

Enfim, é jornalismo com comédia. Talvez eles incomodem um pouco os políticos mostrando os políticos como eles são. O programa já é sucesso na Argentina, Chile, Espanha e Itália, inclusive foi a pedra no sapato, ou melhor, a mosca na sopa dos últimos Presidentes Argentinos.

O programa é transmitido todas as segundas a partir das 22:45 na Band.

Antes do fim:

Destaque para a trilha sonora do programa,.teve Metálica, Ramones e bastante rock. Ponto negativo para a câmera nervosa que não é necessária.
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

|Lotado|

Incrível como tem dias em que não deveríamos sair de ônibus. Ontem foi um dia desses. Logo cedo o ônibus que eu estava ficou preso em um congestionamento. Os carros da avenida não se moviam. Logo descobrimos o motivo da confusão, um motoqueiro estava estendido no chão, junto aos pneus de outro coletivo. Ainda bem que não era o meu! Motoqueiro no asfalto já é quase banal, só dá notícia no Diário Gaúcho, o jornal da maioria...

No final da tarde, quando saí do trabalho, peguei o ônibus que deve ter batido o recorde de número de pessoas por m². Que ônibus mais cheio! Não via a hora de descer logo dele para me deliciar em um outro ônibus com uma lotação normal e cumprir meu trajeto de retorno ao lar. Era tanta gente neste ônibus que acho que ele ficou quase dez minutos parado até que todos os interessados em desembarcar conseguissem se organizar e chegar até a porta. Como a gente perde tempo dentro de ônibus...

Consegui descer e estava me dirigindo para a outra parada quando repentinamente surge o ônibus que eu queria pegar, vaziuzinho da Silva. Corri e é óbvio que não consegui alcançar o ônibus. Tive que ficar na parada esperando o próximo. O bom é que pude descansar bastante da minha tentativa frustrada pois o próximo ônibus só apareceu depois de uns 20 minutos. Cheio é claro. Então lá fui eu ficar espremido no corredor do meio do coletivo. Braços pra cima, pendurado no corrimão. Mal tinha espaço para colocar um pé no chão, quem dirá os dois.

Finalmente cheguei ao meu destino, sã, salvo e fedorento. O trajeto da minha casa até o trabalho feito por transporte coletivo demora uma hora e quarenta minutos. O mesmo trajeto de carro é feito em 20 minutos... mas não daria um post...

Antes do fim:
É como se eu estivesse em BH
Pegando um balaio lá pra casa
Do paulinho pra mais um ensaio
Da Savassi pra Pampulha
Com um trânsito danado
Na Avenida Catalão
É como se eu tivesse em Salvador
Num calor retado no buzu de Piripiri
Como se eu tivesse em Porto Alegre
Pegando um baita frio
Dentro de um bus pro Nonoai
Como se eu tivesse em São Paulo
E tivesse que ir de bumba
de Carapicuíba a Itaquaquecetuba
Ficando só de pé
Ou enquadrando a bunda
Desesperado pra chegar

Ônibusfobia – Jota Quest

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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

|Onde os Fracos não tem Vez|

Estou a um tempão sem escrever nada por aqui. Realmente andava sem tempo. Fiz várias coisas durante este tempo, mas o que me fez sentar em frente a esta tela foi o “Onde os Fracos não tem Vez”. Aliás, mais um filme com o título mal traduzido. O nome deveria ser algo do tipo “Não há lugar para os velhos”, isso descreveria melhor a essência que eu encontrei no filme.


Tudo começa com uma locução de Tommy Lee Jones (ganhou o Oscar em O Fugitivo) contando do tempo em que nem o Xerife precisava usar armas. Ele é o xerife da localidade. Um caçador (Josh Brolin – participou de O Gangster e de Os Goonies) encontra um massacre no meio do deserto, um desacerto por causa de drogas. Resultado: ele encontra uma mala com 2 milhões de dolares. Um assassino louco (Javier Bardem de Mar Adentro) que carrega uma pistola presa a um cilindro de ar comprimido quer a mala. E a caçada inicia.


Em meio a caçada, uma ótima fotografia, cenas de violência, tiros, bastante sangue, crueldade e ótimos diálogos. Destaque especial para o diálogo do assassino com um dono de armazém de beira de estrada. Dono de armazém este que é obrigado e apostar em um jogo de cara ou coroa, um jogo intenso e nervoso, impensável para um cara ou coroa.


Ao final o título é justificado, os tempos são outros. As drogas dominam, o dinheiro corrompe a todos, os jovens tem cabelos verdes e até mesmo o Xerife é obrigado a usar armas.


Antes do fim:

Não deixe de assistir também ao filme “O Gangster”. Uma dupla de protagonistas milionária e oscarizada formada por Denzel Washington (Dia de Treinamento) e Russel Crowe (O Gladiador) e dirigida por Ridley Scott (Alien - o Oitavo Passageiro, Hannibal, Cruzada, Gladiador). Deveria ter ganho algum prêmio da Academia.


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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

|Cloverfield|


Seguindo a mesma idéia de lançamento do filme A Bruxa de Blair, foi feita uma grande campanha divulgando a data de 01-18-08 como sendo o dia em que aconteceria algo grande. Antes do filme Transformers passou um trailler intrigante sem o nome do filme, apenas com imagens estranhas, a fatídica data e o nome de J.J. Abrams. Na Internet, nos fóruns de discussão das séries Lost e Heroes, não se fala em outra coisa e o motivo é o produtor do filme ser o mesmo de Lost e um dos atores ser o mesmo de Heroes. Séries estas cobertas de mistérios e lacunas, com várias pistas deixadas pela Internet. Seria Cloverfield uma pista gigante?

Vamos a história
Tudo começa com a informação de que o filme foi encontrado em uma área anteriormente conhecida como Central Parque. A câmera fica o tempo inteiro nas mãos de um dos atores que fala o tempo inteiro que esta documentando tudo. A imagem treme, fica escura, a câmera cai e o único momento em que a imagem fica menos nervosa é quando ela é colocada no chão. Igual Bruxa de Blair.

Tudo esta indo bem em uma festa de despedida quando algo começa a destruir Nova York. Ninguém sabe o que é, a cidade começa a ser evacuada, todos correm tentando se salvar ou tentando salvar alguém. Igual Gerra dos Mundos.

A partir de determinado momento ficamos sabendo que um monstro enorme é o causador de tudo. Igual Godzilla. Se quiser saber um pouco mais sobre os antecedentes da história, clica aqui. Nos momentos em que a imagem falha, temos contato com uma gravação antiga feita pelo dono da câmera durante um passeio com uma “amiga”. Estas imagens são fundamentais para o final do filme.

Pessoas vão dizer que o filme é ótimo, já outras pessoas vão dizer que o filme é terrível. Achei o filme bastante interessante. Talvez vire uma tendência os filmes primeiro gerarem uma expectativa através da Internet para depois serem lançados no cinema. Os fãs das séries sem resposta vão querer encontrar alguma coisa no filme. Há quem diga que viu os logotipos da Fundação Dharma no filme.

Antes do fim:

Acho que o pior que começar um post é acabar. Deve ser igual com filmes tipo Cloverfield, A Bruxa de Blair, Guerra dos Mundos, Jogos Mortais, O Chamado. Por isso acabo aqui, sem fim.

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